A superprodução trata-se do momento em que o volume de produção agrícola e industrial não tem o igual volume de escoamento dos produtos. A superprodução leva à acumulação de stocks tanto de matérias-primas como dos produtos acabados através da industria e à tendência para a colocação dos produtos no mercado a preços relativamente baixos o que faz diminuir os lucros dos empresários, vendo-se, assim, obrigados a dispensar mão-de-obra que por conseguinte levará um grande número de pessoas ao desemprego.
A deflação trata-se da diminuição dos preços, que levaram a um salário muito mais reduzido, o que fará também com que cada pessoa tenha um poder de compra mais limitado. A deflação, embora tenha as suas consequências, (conduz, com uma maior facilidade, ao desemprego) para a crise de 1929, tratou-se de uma tentativa de escoamento dos produtos, que por consequência da superprodução, estavam acumulados em stocks.
O “círculo vicioso da crise” resulta da diminuição da procura de bens, que tem como consequência o encerramento de empresas e o desemprego.
O desemprego, por seu lado leva a uma diminuição do poder de compra, de que resulta a diminuição da procura, com mais falências e mais desemprego.
A regulação dos mercados de transacções deveria ser feita quer a nível nacional quer a nível supranacional, para que se conseguisse um equilíbrio entre a oferta e a procura.
Ao contrário do que pensam e defendem os neoliberais, os mercados não se autor-regulam e daí resultarem crises económicas como aquela em que vivemos actualmente.
As principais medidas do New Deal foram o encerramento dos grandes bancos e bolsas, aplicação de políticas inflacionistas e agravamento do orçamento de estado, a aplicação de medidas agrícolas tais como as AAA (Agriculture Adjustment Act), politicas para renovar a industria como a NIRA (National Industrial Recovery Act) e pela primeira vez no mundo o new deal criou a assistência social com pensões para os velhinhos para os incapacitados.